LataN





-Por Gabriella Ilka

E então leitor já escolheu qual sapato colocar na janela na noite do dia 24? Já comprou um novo, um especial? Sim porque nesta época o comércio está fervendo: preços caindo,parcelas numerosas e o primeiro pagamento só para o ano seguinte(como se fosse demorar muito para isso). Vitrines muito bem enfeitadas, vendedores caracterizados e uma clientela munida de cartões de crédito. Enfim: vamos às compras de Natal?!
Natal sem presente não é Natal! Mentira! Já fiquei sem presente e nem por isso. Mas quase sempre temos a troca de presentes, o tradicional amigo oculto, secreto, invisível, como os senhores prefiram chamar, embora eu ache que “invisível” seja inadequado já que se pode ver, mas enfim, o que se vê não são pessoas refletindo sobre o que fez de errado, sobre o que precisa melhorar, deixando prevalecer o verdadeiro espírito natalino, o que se vê são bobos capitalistas desfilando pelos shoppings com as suas sacolas abarrotadas de presentes, enquanto um grande número de pessoas tem um Natal miserável sem o mínimo de esperança ou expectativa para o ano seguinte. A diferença social infelizmente existe, e o fim dela não faz parte da lista de presentes do Papai Noel.
Natal sem panetone existe? Sim! Para o Arruda não... ( pensando bem o panetone dele não era pro Natal...) O que é um panetone? Um pão seco, com frutas secas (cristalizadas), alguns com chocolate..mas porque a exaltação desse pão? O francês está muito melhor. Das delicias natalinas eu prefiro o bom e velho Peru. Mas revendo a questão social, é triste ver que nem todos tem o que comer na fantástica noite de Natal.
E sem pisca-pisca tem Natal? Ah...as luzes alegram, animam, iluminam(jura?) o Natal. Mas acho que rola sim um Natal sem enfeites. Não é o que a maioria acha, mas rola. A mídia nos mostra as vitrines de Nova Iorque, e nós achamos que nossas casas devem ser do mesmo jeito: um bom pisca-pisca e uma bela árvore repleta de bolas nunca faltam. Mas há quem ache que sua casa deve ficar mesmo como um shopping norte-americano, aí vão 1000 lâmpadas; presépios; árvores enormes; guirlandas; meias vermelhas por toda a casa; papais noéis que cantem, e (pasmem!) papai Noel de helicóptero. Isso mesmo, ERA 3D, de trenó a helicóptero. Outro dia olhei papai Noel num desses, made in china, mas por onde sobrevoa arranca olhares atentos. Ai ai, talvez ano que vem, ele esteja num foguete.
Bom, sabemos que um natal capitalista se resume a panetones, peru, pisca-pisca, presentes...mas por quê não reinventar? Acho que deveríamos reepensar sobre o que é o Natal...Papai Noel por exemplo, esse clima brasileiro tropical, ele cheio de roupas, branquinho..acho que deveríamos apostar numa proposta como: negão de bermuda e havaianas, que tal?! Bom, esse é meu ponto de vista.

Precedência do Caos

Suelen Campos
...ainda sobre as cotas...

Há diversos pontos que precisam ser revistos na legislação brasileira. Um deles é o emprego do sistema de cotas nas universidades.
A lei das cotas determina que 50% das vagas nas universidades sejam destinadas aos estudantes de escolas publicas, tendo que obedecer à proporção de negros, índios e pardos em cada estado, visando, assim, ampliar as chances de qualquer jovem brasileiro de ter direito à educação superior. O que eles não sabem, ou melhor, fingem, não sabem que essa lei ao invés de resolver problemas, só vem gerar muitos outros.
Um dos problemas que vem se arrastando há tempos em nossa sociedade, é o racismo. Criou-se um mito de que com a adesão do sistema de cotas diminuiria ou solucionaria com esses problema social. Mas (como tudo no Brasil) não é exatamente isso que acontece, pelo contrário, as cotas nesse caso reforça o racismo agora de forma mais explicita, pois passará existir uma ideia renovada de que o negro só terá uma formação superior devido às cotas.
Abrindo mais o leque, o mesmo acontece com ex-alunos de escola pública e atuais cotitas na universidade. Eles são descriminados por terem passado pelo sistema de cotas e por serem menos preparado (sem generalizar) para cursar o ensino superior.
Mexer com com estatísticas está longe de ser a melhor forma de reverter esse quadro sócio educacional. Um maior investimento em educação pública é sim a melhor solução para esse e boa parte dos problemas que assola a sociedade. Pois na escola, justamente com o conhecimento adquirido, aprende-se a conviver em sociedade respeitando diferenças e eliminando preconceitos.
Se isso de fato fosse acontecer, funcionaria ao menos que os cotistas de hoje não fossem os educadores de amanhã. Mas do jeito que as coisas vão é bem capaz que num futuro bem próximo criem cotas até mesmo para exercício da profissão. Aí* sim o caos estará instalado.

ps¹: texto para redação da escola.
ps²:* sim eu escrevo coloquialismo em artigos de opnião e que se dane os avaliadores do ENEM.

Contradição ao pé-da-letra

por Gabriella Ilka

Tremenda falta d educação. Foi o que levou a errônea adoção do Sistema de Cotas para o ingresso ao Ensino Superior. Sem calcular o nível de estudo, o amplo conhecimento e a preparação, as Universidades Federais Brasileiras estão recebendo uma grande quantidade de estudantes.

Os candidatos estão entrando nas universidades em extraordinária diferença de escolaridade. Enquanto uma parte dos concorrentes recebe boa preparação desde cedo; outra é castigada com a má educação publica durante toda sua vida, e quando chega o grande momento em que ele vai lutar, e correr em busca do seu “honra ao mérito”, ele recebe um brinde: as cotas.

Enquanto a educação poderia estar sendo repensada, melhorada, as “autoridades” preferem pensar em “pão e circo”. Se a rede publica fosse devidamente capacitada, os seus alunos não precisariam de meios que facilitassem a sua entrada numa universidade; entrariam por sua escolha. Quando estão preparados, estudantes escolhem se querem ou não um curso superior; mas se não estão a única escolha é de não entrar, a menos que seja pelas cotas, é claro.

Além disso, uma grande contradição a lei que no Brasil, tornou-se clichê: “ Todos somos iguais!” Se todos são iguais, por que existem cotas para negro e não há para brancos? Melanina não é sinal de superior ou inferioridade. O ingresso facilitado, hoje, resulta no empregado fracassado de amanhã.

É lamentável ver, e reconhecer que o “amanhã” está comprometido. A humanidade caminha para um grande abismo: jovens acomodados, adultos bitolados e empregados desqualificados.

COBRADOR: OU PAGUE OU DESÇA!

por Gabriella Ilka

Por que ser um cobrador de ônibus? Não, analisem comigo caros leitores, vocês já refletiram sobre isso? Vocês que usam diariamente o transporte coletivo para seus respectivos trabalhos e suas respectivas escolas, já prestaram atenção nos cobradores? Eu estive analisando e comecei a me perguntar: por que alguém escolhe ser um cobrador de ônibus? E para tal questão escolhi três hipóteses: ou por falta de opção, ou porque não quer estar desocupado ou porque gosta!
Analisemos a ultima hipótese: será mesmo que existe um cobrador de ônibus que goste plenamente do que faz? Que se sinta realizado profissionalmente? Será que há algum cobrador, que quando criança, sua mãe lhe disse: “meu filho tem cara de cobrador de ônibus”? Digamos que essa hipótese é quase improvável (mas não impossível). Mas também se algum de vocês leitores, achar de algum cobrador que goste mesmo do seu trabalho, mi avisem.
Analisemos a segunda: ”não querer estar desocupado”. Claro! Devidamente aceito! Às vezes nos ficamos entediados em não fazer nada e por isso procuramos algo pra fazer. Algo que nos dê prazer. Eis que aparece o dilema: será que ser cobrador de ônibus pode ser considerado um hobbie? É, acho que não, talvez essa hipótese tenha que ser também invalidada.
Agora, analisemos primeira: “falta de opção”. Exatamente. Em um país de extrema desigualdade financeira, os cobradores fazem parte da grande massa trabalhadora, assalariada e explorada. Se um aparte da população tem que se contentar com a educação da rede publica- e nos todos sabemos a situação desta- não podemos esperar que todos se tornem pessoas de alto conhecimento, que futuramente possam gozar de luxo resultante do seu intelecto. Eles tendem a fazer parte da maioria da população. Por que uma mulher iria escolher ser cobradora de ônibus, senão por falta de opção? Um emprego em que ela passa o tempo todo sentada, risco enorme de varizes; está o tempo todo gastando suas energias, embora não queimando gorduras. Alem disso um emprego que cada dia começa num horário diferente: não se tem horário pra comer, pra dormir, e isso todos sabem, prejudica o bom funcionamento do organismo.
É um trabalho árduo, mas digno. É cansativo, porém importante. O que seriam dos coletivos sem os cobradores?Nada!
Apesar disso, eu não me enxergo uma futura cobradora de ônibus. Talvez eu um dia queira sentir a emoção de como é ser cobradora, mas não pretendo isso como sustento da minha família, que me desculpem os cobradores!
p.s.: o ponto de vista é meu!

Salve 2016: A Olimpíada é nossa!

por Gabriella Ilka


A princípio todas as atenções se direcionavam a Obama, desde a sua chegada, todos lhe davam atenção, e nós ganhávamos fracos aplausos apenas como forma de educação; a verdade é que ninguém levava fé que hoje dava verde&amarelo. Todos entraram timidamente, até ai, nós éramos apenas candidatos, nem representávamos, sequer, ameaça de conseguirmos. E quando o primeiro foi eliminado, EUA, Barack já não estava lá para assistir. E então Tóquio se despede, enfim ficam Madrid e Rio de Janeiro, e Madrid dá adeus ao sonho: As Olimpíadas de 2016 é nossa! RIO DE JANEIRO! Salve Copacabana, salve o Cristo, salve o Brasil.

Vários atletas e ex-atletas se emocionaram com a conquista, foi uma verdadeira festa que entrou tarde adentro; enquanto muitos assistiam à reprise do VMB, os cariocas festejavam mais uma conquista esportiva na praia de Copacabana. Depois da felicidade de poder sediar a Copa de 2014, a nação brasileira se orgulha de poder sediar também as Olimpíadas de 2016. Claro que tem gente que está pouco ligando se vamos sediar as Olimpíadas ou não!

E que se preparem os voluntários para trabalharem de graça, porque o que vem por aí, é trabalho!

P.s.: Ainda bem que eles se orgulham e se sentem lisonjeados de poder trabalhar para eventos esportivos como esse!

A fraude da fraude

por Gabriella Ilka

Será que uma pessoa que descobriu o tema da redação de uma prova como o
ENEM iria colocar a boca nos jornais e dizer que estava vendendo o tema da redação por meio milhão de reais?
A verdade é que eu estou agora “colocando” a boca no meu blog para dizer que isso tudo é balela.
Mais de 170 candidatos da região sudeste foram deslocados para responderem suas provas muito longe de suas residências. Claro que eles não iam arcar com as despesas calados. Então exigiram do MEC (Ministério da Educação), estadia e passagem aérea para os respectivos locais de suas provas.
Claro que para o MEC, sairia muito mais barato se eles dessem um jeito de mudar os locais de prova; acontece que o dia da realização da prova já estava muito próximo, e a única maneira que se encontrou para não gastarem tanto dinheiro, foi a desse cara que descobriu a prova, e espalhou e uma boa parte dos candidatos já sabia mais ou menos como seria a prova. Claro que isso que esta sendo dito aqui, caríssimo leitor não foi dito explicitamente na TV, nos jornais; apenas se observa pelo fato de que depois da notícia de “fraude”, também foi noticiado que os locais de prova seriam mudados.
Agora filosofe comigo: será mesmo que essa prova foi descoberta e estava sendo vendida? Ou o MEC quis economizar com estadias e passagens aéreas, e isso tudo foi uma farsa?
É um verdadeiro mistério que não cabe a mim desvendar, mas posso (se quiser) fazer especulações que instiguem a curiosidade do leitor. E então?

E aí?

por Gabriella Ilka

O caso do italiano que beijou sua filha na boca em uma praia de Fortaleza ainda repercute no Brasil. Muitos ainda se indignam com a historia, outros acham normal, e há quem não se manifeste sobre o assunto. É válido lembrar que a lei que foi aprovada há semanas atrás proíbe qualquer ato de coisa do tipo com uma criança, enfim menor de idade. É válido lembrar que a pessoa que cometeu esse ato, foi um italiano e mais do que comum ele não saber das ultimas leias aprovadas no país. É mais válido ainda lembrar que a coisa mais comum é pais beijando seus filhos na boca. Se acho isso certo? Não! Milhões de bactérias passando da boca de adulto para a de uma inocente criança, e fora a questão do respeito.
Ainda não se sabe uma resposta exata do caso: o italiano beijou sua filha pelo menos três vezes, o que é um exagero; se ele estivesse fazendo algo de errado ele não faria num lugar tão publico; mas também se fosse algo tão comum não teriam chamado a polícia, já que isso é comum por aqui... E agora fica a pergunta: Será que ele realmente estava fazendo algo de errado ou apenas carinho (exagerado, talvez comum da Itália)?
Comente caro leitor, desejamos saber a opinião de vocês, participem, construam o “Ponto de Vista”